ETEC Gino Rezaghi.
Cajamar, São Paulo.
Engraçado esse projeto que comecei aqui. Essa vontade repentina de falar, não sei o que acontece. E também não sei o que contar, porque são tantas coisas.
Creio que esse seja o último capítulo antes da entrada, de fato, na ETEC. E agora expressar meu sentimento antes disso, pois eu mesmo desconhecia os rumos que minha vida tomaria.
A 8ª série (ou 9º ano, como preferir) estava terminando. E eu não sabia o que fazer. Deveras, sou uma pessoa muito enrolada e conformista, em partes, já que não estou muito apto a realizar mudanças (eu mesmo parei por alguns momentos e percebi como determinadas ações eram, verdadeiramente, uma superação de mim mesmo). O rumo precisava ser tomado, e a bifurcação da estrada se dividia entre 1) continuar estudando no Abelardo, o que seria um fardo para mim, uma vez que já havia sido revelado que o 1º ano seria no período vespertino, e aguentar isso por mais um ano seria insuportável (eu pouco havia estudado a tarde no ensino fundamental, mas os 2 últimos anos foram nesse período) e 2) mudar de escola, que, se não fosse a contribuição de uma velha amiga, provavelmente seria a ETEC Ermelinda Giannini Teixeira (de Santana de Parnaíba; eu sequer sabia que existia uma ETEC em minha cidade se ela não me contasse pouco tempo antes de eu efetivar a inscrição no site). Decidi arriscar no Vestibulinho para entrar no curso técnico de Informática integrado ao Ensino Médio, por meu próprio desejo - e não como outros, que optaram pelo mesmo por haver menos concorrentes do que no Ensino Médio, ou seja, a possibilidade de entrar, de um modo ou de outro, era maior; escolhi Informática por gostar muito dessa área.
O dia da prova foi de muita tensão. Nem eu, nem minha mãe, conhecíamos o local da prova (no próprio Jd. Mª Luiza, mas na EMEB Lucy Bertoncini). Fiquei desesperado, porque ainda conseguimos descer no local errado por uma informação falha que nos foi dada. Faltava apenas meia hora para começar. Felizmente, cheguei ao Lucy faltando poucos minutos. "- Ah! Esqueci-me do comprovante de inscrição!". Mesmo assim, consegui entrar, porque havia levado o RG, que batia com um registro que lá estava. Na hora de adentrar a sala, o fiscal me questiona. "- Esse é você mesmo? Tem certeza?". A carteira de identidade estava com uma foto minha de apenas 9 anos, mas não era tão irreconhecível assim. Apesar do embate, concluíram que realmente era eu. Sentei, nervoso. Fiz a prova, terminei.
Ao chegar em casa, contabilizei os acertos, conferindo o gabarito virtualmente, e afirmei: "- Com esses acertos, devo ser capaz de estar, pelo menos, entre os colocados de 30ª e 40ª posição, o que me garantiria a entrada.". Para mim, apenas estariam ali pessoas inteligentíssimas, que eu julgava ser incapaz de me equiparar. Quão grande não foi minha felicidade ao descobrir, à meia-noite do dia estipulado para a liberação dos aprovados, que eu era o primeiro colocado do curso em questão. Dias depois, lá estava eu e minha mãe, com minha matrícula.
Agora, era só esperar o primeiro dia de aula começar...
Ao chegar em casa, contabilizei os acertos, conferindo o gabarito virtualmente, e afirmei: "- Com esses acertos, devo ser capaz de estar, pelo menos, entre os colocados de 30ª e 40ª posição, o que me garantiria a entrada.". Para mim, apenas estariam ali pessoas inteligentíssimas, que eu julgava ser incapaz de me equiparar. Quão grande não foi minha felicidade ao descobrir, à meia-noite do dia estipulado para a liberação dos aprovados, que eu era o primeiro colocado do curso em questão. Dias depois, lá estava eu e minha mãe, com minha matrícula.
Agora, era só esperar o primeiro dia de aula começar...



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