sábado, 12 de abril de 2014

Santana de Parnaíba ou Cajamar?

ETEC Gino Rezaghi.
Cajamar, São Paulo.

    O meu objetivo com esse blog era com a função única e exclusivamente de relatar o que se passa na ETEC, o diferencial dela em relação às outras. Mas acho que não dá para se contar uma vida sem realizar uma introdução, correto?
    Entrando em um aspecto mais político, a comparação que sempre se estabeleceu acerca da educação entre as cidades de Cajamar e Santana de Parnaíba também fez parte do meu ensino fundamental. Até a quarta série (ou seja, até o término do Ensino Fundamental I), eu estudei em uma escola chamada EMEIEF do Bairro Borelli, que até mesmo entre os cajamarenses era desconhecida, apesar de estar localizada na cidade. Da quinta série até a oitava, foi no Colégio Municipal Abelardo Marques da Silva, já em Santana de Parnaíba, exatamente porque minha mãe já sabia da qualidade (ótima, de Santana; péssima, de Cajamar) de ambas as cidades.
    Nunca soube da discrepância entre os ensinos até chegar ao Gino, porque ninguém havia me contado de fato a calamidade que é uma escola cajamarense. Sempre estive submetido a uma rigidez enorme e regras a serem cumpridas no Abelardo, e, para mim, achei que qualquer lugar fosse assim. Mas não é. No Abelardo, era terminantemente vetado o uso de celulares no recinto escolar; em Cajamar (até mesmo no Gino), não há problemas em relação a isso. Os trabalhos deveriam cumprir tudo o que a ABNT determinava, e nós possuíamos uma "matéria" especial para nos dedicarmos e aprendermos isso; nas escolas do Estado, em Cajamar, nada disso. Até aí, tudo bem, afinal, não havia muito que se esperar de uma cidade tão mal gestada.
    Quando entrei na ETEC Gino Rezaghi, aí, sim, eu percebi que as coisas são tão ruins quanto se pode imaginar. A maioria das pessoas desconhecia elementos básicos de matemática, história, português, coisas que aprendi (há muito tempo ou não) e que cria ser de conhecimento geral. E eu notei que ter estudado em Santana foi fundamental para que eu me tornasse quem eu sou hoje (claro que apenas ter ido para lá não define tudo; o fator principal foi eu ter sabido aproveitar), afinal, não dá para obter-se todo o conteúdo do Ensino Fundamental no Ensino Médio, mais o que temos que aprender e que é-nos novidade.

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